O lugar da cultura escrita nos documentos legais e oficiais da educação infantil: e os meninos e as meninas carregam letras na peneira

REGINA APARECIDA MARQUES DE SOUZA, Priscila Souza Damazio Piol

Resumo


O presente artigo é um recorte de uma pesquisa que iniciamos no ano de 2013 e deu origem à pesquisa de mestrado das autoras (orientadora e mestranda). O objetivo aqui é discutir o lugar ocupado  pela cultura escrita nos documentos legais e oficiais na educação infantil, o que demanda estudos e reflexões de parte da prática docente. O estudo foi subsidiado pela Teoria Histórico-Cultural, tendo como um de seus principais representantes Lev Semionovich Vigotski. A metodologia de pesquisa insere-se na perspectiva qualitativa, em perspectiva bibliográfica e documental, tendo como foco as análises e reflexões sobre as concepções de cultura escrita, alfabetização, criança e infância, articuladas com a concepção de educação infantil brasileira. O estudo aponta caminhos para pensar a cultura escrita no contexto da educação infantil, mas com práticas e ações voltadas à infância, à criança e à situação social de seu desenvolvimento através da formação da capacidade de ler e escrever textos, mas com a preocupação em garantir à criança o direito a uma educação de qualidade e gratuita, tendo os documentos oficiais e legais como suporte para a organização do trabalho docente.

 


Palavras-chave


Cultura escrita. Infância. Alfabetização. Criança. Teoria Histórico-Cultural

Texto completo:

PDF

Referências


BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

BRASIL. Constituição Federal.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. – 11. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2015.

BRASIL. Parecer CNE/CEB nº 22, de 17 de dezembro de 1998. Brasília: MEC, 1998a. Disponível em: . Acesso em: 12 jan. 2015.

BRASIL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998b. 1 v.

BRASIL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998c. 3 v.

BRASIL. Resolução CEB nº 1, de 7 de abril de 1999: institui as Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Brasília: MEC, 1999. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2015.

BRASIL. Parâmetros nacionais de qualidade para a educação infantil. Brasília: MEC, SEB, 2006a.1 v.

BRASIL. Política Nacional de Educação Infantil: pelo direito das crianças de zero a seis anos à educação. Brasília: MEC, SEB, 2006b.

BRASIL. Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. 6. ed. Brasília: MEC, SEB, 2009a.

BRASIL. Indicadores da Qualidade na Educação Infantil. Brasília: MEC, SEB, 2009b.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Parecer CNE/CEB nº. 20/2009. Brasília: MEC, SEB, 2009c.

BRASIL. Política de educação infantil no Brasil: Relatório de avaliação. Brasília: MEC, SEB; UNESCO, 2009d.

FARIA, Ana Lúcia Goulart de; PALHARES, Marina Silveira (Orgs.). Educação infantil pós-LDB: rumos e desafios. 6. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2007.

MELLO, Suely Amaral. Letramento e alfabetização na Educação Infantil, ou melhor, formação da atitude leitora e produtora de textos nas crianças. In: VAZ, Alexandre Fernandez. MOMM, Caroline Machado (Orgs.). Educação infantil e sociedade: questões contemporâneas. Nova Petrópolis, RS: Nova Harmonia, 2012.

TEIXEIRA, Samanta Felisberto. 2014. A infância sexuada e generificada nos documentos legais e oficiais vigentes no Brasil. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Corumbá/MS.

VYGOTSKY, Lev Semionovich. A brincadeira e o seu papel no desenvolvimento psíquico da criança. Revista Virtual de Gestão de Iniciativas Sociais. Tradução por Prestes. Junho, 2008. Disponível em: . Acesso em: 12 jan. 2015.

VIGOTSKI, Lev Semionovich. Quarta aula: a questão do meio na pedologia. Tradução por Márcia Pileggi Vinha. Psicologia USP. São Paulo, 2010. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/pusp/v21n4/v21n4a03.pdf>. Acesso em: 12 jan. 2015.




DOI: http://dx.doi.org/10.20435/serie-estudos.v23i49.1145

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 

ISSN online: 2318-1982
ISSN impresso: 1414-5138 (até n.34, jul./dez.2012)

 

Indexada em: