Resumen
En este artículo, buscamos reflexionar sobre el proceso de inclusión en la educación en el contexto de la pandemia, cuestionando el rol de la universidad frente a los desafíos de la formación docente en una perspectiva inclusiva. La pandemia nos obligó a adoptar el aprendizaje remoto de emergencia como estrategia principal. Esta estrategia traspuso al entorno virtual los desafíos que se enfrentan en los espacios presenciales en cuanto a la inclusión y accesibilidad de personas que, por tener una discapacidad u otra necesidad educativa especial, enfrentan barreras de aprendizaje y participación. Creemos que no podemos avanzar sin tener en cuenta las consecuencias que nos ha traído la enseñanza a distancia. Así, en este artículo nos interesa centrarnos en cómo se potenciaron los procesos de exclusión de aquellos estudiantes que, aún en la enseñanza presencial, ya enfrentaban barreras para el aprendizaje y la participación, ya sea por las metodologías de enseñanza, o por de la organización curricular, la evaluación, el desconocimiento de los docentes para dar respuesta a las necesidades educativas especiales de los alumnos y la organización de los espacios y tiempos escolares. La realidad que se impuso en este momento, sumada a la historia de la formación docente en Brasil, nos mostró la urgencia de la universidad para promover y recrear propuestas formativas que aborden los temas que atraviesan el proceso de inclusión en la educación. Como demostramos en el texto, la extensión universitaria, a través de la metodología colaborativa, puede ser un espacio rico para pensar en otras posibilidades de enseñanza y aprendizaje.
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