El Currículo Paulista (2020): entre el neoliberalismo y la mercantilización del sujeto
DOI:
https://doi.org/10.20435/serie-estudos.v30i70.2091Palabras clave:
currículo paulista, neoliberalismo, sujetos-mercancía, unidimensionalidadResumen
Este artículo analiza el Currículo Paulista (2020) desde una perspectiva crítica basada en el materialismo histórico-dialéctico, problematizando el documento como una expresión de la formación de “sujetos-mercancía” en el contexto neoliberal. Se sostiene que el currículo incorpora concepciones ideológicas alineadas con las demandas de organismos internacionales y del mercado, actuando como un instrumento de reproducción de la lógica capitalista. Para ello, se movilizan categorías analíticas fundamentales como ideología, cosificación y la unidimensionalidad propuesta por Herbert Marcuse, discutiéndose el papel del currículo como un dispositivo histórico de dominación y producción de subjetividades. La investigación concluye que el Currículo Paulista, bajo un discurso aparentemente neutro y plural, legitima la mercantilización de la educación y silencia la pluralidad cultural. De este modo, niega las posibilidades de emancipación y de construcción de sujetos sociales críticos, consolidando, en última instancia, una educación funcional a los intereses del capital.
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