Docentes do Atendimento Educacional Especializado (AEE): percursos, vozes e vivências em Ladário, MS
DOI:
https://doi.org/10.20435/serie-estudos.v30i70.2120Palavras-chave:
professores, Atendimento Educacional Especializado (AEE), bem-estar docente, mal-estar docenteResumo
O artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que teve por objetivo analisar o trabalho e os fatores que proporcionam bem-estar/mal-estar nos professores que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE). O estudo tem como aporte teórico a Psicologia Positiva, baseando-se nos autores Rebolo, Jesus, Esteve, entre outros. No campo da Educação Especial, utilizam-se as contribuições de autores como Kassar, Rebelo, Mazzotta, entre outros. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, com dados produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas e da aplicação da Escala de Bem-estar Docente (Ebed). As participantes da pesquisa foram seis professoras que atuam no AEE da rede municipal de ensino de Ladário, MS. As análises entrelaçam as vozes das professoras e os resultados da Ebed, evidenciando que, em sua maioria, essas professoras estão satisfeitas com seu trabalho, principalmente por sentirem o reconhecimento e a valorização de seu trabalho por parte dos pais e alunos especiais. Mas também foram apontados alguns aspectos de insatisfação que estão relacionados, principalmente, ao salário e à infraestrutura do local onde trabalham. É fundamental que esses aspectos sejam minimizados para garantir um ambiente de trabalho mais satisfatório e que permita aos professores a oferta de um atendimento adequado aos alunos com necessidades especiais.
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